Brasília (DF) – O cenário das eleições gerais de 2026 revelou uma movimentação atípica nas urnas durante o segundo turno, realizado neste domingo, 25. Após registrar números elevados de ausências na primeira etapa do pleito, o sistema eleitoral observou uma queda expressiva no contingente de eleitores que optaram por não comparecer aos locais de votação. Comparado ao primeiro turno, realizado no dia 4, o volume de faltosos recuou em mais de 2,9 milhões de pessoas, reduzindo o total de ausências de 33.469.244 para 30.509.005.
Ao analisar o universo de 158.745.502 cidadãos aptos a exercer o direito ao voto, a taxa de abstenção do segundo turno fechou em 19,22%. O índice é inferior aos 21,08% contabilizados na rodada anterior. Com esse desempenho, o pleito deste ano estabeleceu uma marca histórica: o menor percentual de abstenções em um segundo turno dos últimos 20 anos. Para encontrar um patamar de adesão proporcionalmente comparável, é preciso retroceder ao pleito de 2006, quando a taxa de ausências atingiu 18,99%.
O perfil geográfico do absenteísmo apresentou variações marcantes. O grupo de eleitores residentes no exterior liderou as estatísticas de falta, alcançando 58,37% de abstenção. Dentro do território nacional, o Acre destacou-se como o estado com o maior índice de ausentes, chegando a 26,08%. Para efeito de contexto histórico, desde a redemocratização, o recorde de comparecimento em segundos turnos permanece sendo o de 1989, quando as abstenções ficaram em 14,4%.
Além da redução no número de pessoas que ignoraram as urnas, a segunda etapa da disputa também consolidou uma queda no volume de votos desqualificados. O movimento de rejeição às opções majoritárias diminuiu tanto na categoria de brancos quanto na de nulos. Os votos em branco, que somaram 2.300.798 no primeiro turno — representando 1,84% do total —, caíram para 1.430.496, ou 1,12%, neste domingo.
O mesmo padrão de comportamento foi verificado nos votos nulos. Após atingir 3.674.249 registros (2,93%) no primeiro turno, o indicador baixou para 2.723.305, correspondendo a 2,12% dos votos computados. A redução simultânea nos índices de abstenção e de votos brancos e nulos aponta para um eleitorado que, na reta final do processo democrático, demonstrou maior engajamento na decisão sobre os cargos em disputa.











