Brasília (DF) – O resultado das urnas deste domingo, 25 de outubro, selou uma nova configuração de poder no Brasil. Com a definição dos últimos governadores, o cenário político para o quadriênio 2027-2030 revela um fenômeno de simplificação: a administração das 27 unidades da federação estará sob o controle de apenas oito legendas. A decisão do eleitorado, que passou pelo Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal, consolidou essa concentração partidária.
O Partido Liberal (PL) mantém a maior fatia do comando estadual, totalizando seis governos. A sigla garantiu sua posição ainda no primeiro turno, em 4 de outubro, com as vitórias de Sergio Moro no Paraná, Douglas Ruas no Rio de Janeiro, Luciano Zucco no Rio Grande do Sul e Marcos Rogério em Rondônia. O domínio do partido se estende ainda a Roraima, com Arthur Henrique, e Santa Catarina, sob a gestão de Jorginho Mello.
Na sequência, o PSD assegurou o comando de cinco estados. O partido consolidou essa marca após a eleição de Omar Aziz no Amazonas neste domingo. A legenda também detém as governanças do Amapá, com o Dr. Furlan, Maranhão, com Eduardo Braide, Pernambuco, com Raquel Lyra, e Sergipe, com Fábio Mitidieri. Logo atrás, o PP e o Republicanos dividem o controle de quatro estados cada.
O PP, que já contava com Mato Grosso do Sul, liderado por Eduardo Riedel, e Paraíba, com Lucas Ribeiro, ampliou sua força no segundo turno ao eleger Mailza Assis no Acre e Celina Leão no Distrito Federal. O Republicanos, por sua vez, adicionou o Espírito Santo à sua lista, com a vitória de Lorenzo Pazolini, somando-se às conquistas anteriores em Minas Gerais, com Cleitinho Azevedo, Mato Grosso, com Otaviano Pivetta, e São Paulo, com Tarcísio de Freitas.
O PT repete a estratégia de 2022 ao manter o controle sobre redutos estratégicos no Nordeste. O partido reelegeu Jerônimo Rodrigues na Bahia, Elmano de Freitas no Ceará e Rafael Fonteles no Piauí, além de emplacar Cadu de Lula no Rio Grande do Norte, sucedendo Fátima Bezerra. Já o PSDB chega a dois estados, garantindo Alagoas com JHC e Tocantins com Vicentinho Júnior. O MDB, com Daniel Vilela em Goiás, e o Podemos, com o Dr. Daniel no Pará, completam a lista de legendas que ditarão o ritmo da gestão estadual nos próximos anos.
Essa nova estrutura partidária terá impacto direto na rotina da população brasileira. Caberá a esses governadores a responsabilidade pela execução de políticas públicas vitais, que abrangem desde a gestão de hospitais e escolas estaduais até o policiamento e o sistema prisional. Além da administração direta, esses gestores serão os principais articuladores junto ao governo federal e às prefeituras na viabilização de obras de infraestrutura e programas sociais financiados pelo orçamento público.











