Brasília (DF) – O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, determinou a reativação do canal Exército do Lula na plataforma WhatsApp. O espaço, utilizado para promover a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estava suspenso por ordem do próprio magistrado devido à ausência de registro formal junto à Corte Eleitoral. O imbróglio jurídico terminou após a equipe do candidato petista realizar o protocolo exigido pelo tribunal.
Na decisão, Nunes Marques argumentou que o motivo central para a interrupção das atividades do canal deixou de existir com a regularização dos dados. O ministro pontuou que, uma vez suprida a omissão inicial quanto à comunicação do endereço da página, a permanência da medida restritiva tornou-se desproporcional. A decisão foi proferida em caráter administrativo, dispensando a necessidade de análise pelo plenário do TSE.
A situação do canal foi marcada por uma sucessão de decisões conflitantes nos últimos dias. O próprio presidente do tribunal havia ordenado a suspensão total da página no sábado, dia 11 de outubro de 2026. Contudo, poucas horas depois, a medida foi derrubada pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Naquela ocasião, Cueva argumentou que Nunes Marques não poderia ter decidido sobre o tema de forma monocrática e administrativa, dado que o caso já tramitava em um processo judicial regular sob sua relatoria.
A controvérsia ganhou novo capítulo na última terça-feira, 13 de outubro, quando Nunes Marques reiterou a necessidade da suspensão. O magistrado reforçou na ocasião que a ausência de comunicação formal do link do canal à Justiça Eleitoral fundamentava a restrição. A retificação feita pela campanha de Lula nesta quarta-feira, no entanto, encerrou o impasse que impedia o funcionamento da conta.
O canal Exército do Lula, que conta com 4,3 milhões de inscritos, é administrado pelo deputado federal André Janones, do Rede-MG. Desde o início das restrições, o parlamentar criticou duramente a atuação do TSE, classificando as ordens anteriores como atos de censura e apontando um suposto favorecimento à candidatura de Flávio Bolsonaro, adversário de Lula na disputa presidencial.













