Brasília (DF) – A corrida presidencial ganhou novos contornos em Brasília com a formalização de alianças estratégicas para a próxima etapa da disputa. A federação formada pelo União Brasil e pelos Progressistas declarou apoio formal ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro. O grupo político somou forças à campanha juntamente com a legenda Novo, liderada por Romeu Zema, que obteve 326.124 votos no primeiro turno, o equivalente a 0,27% da preferência do eleitorado.
Durante a entrevista coletiva que selou a adesão da federação partidária na capital federal, o candidato do PL colocou as reformas estruturais no centro de sua plataforma. Ele enfatizou a necessidade de aprovar mudanças na Carta Magna por meio de Propostas de Emenda à Constituição, mencionando especificamente ajustes nas regras tributárias e a pauta da redução da maioridade penal.
O postulante ao Palácio do Planalto argumentou que o sistema de justiça brasileiro demanda uma reestruturação profunda. Destacou ainda que defende a diminuição da idade penal há bastante tempo e reiterou que essa modificação precisa tramitar no Congresso por meio de PEC, assim como pontos específicos da reformulação de impostos.
Outro ponto abordado pelo candidato foi a extinção do instituto da reeleição para cargos executivos. Caso vença o pleito, ele prometeu que não buscará um novo mandato e trabalhará junto aos parlamentares para abolir o mecanismo. De acordo com sua avaliação, caberá ao Poder Legislativo estabelecer os parâmetros, decidindo se a duração do mandato será de quatro ou cinco anos e se a regra abrangerá apenas a Presidência da República ou também os governos estaduais, respeitando sempre o trâmite legislativo e a vontade da maioria.
As articulações no parlamento ocorrem na esteira do resultado das urnas do último domingo, dia 4, quando a legenda do candidato registrou avanço expressivo na composição do Congresso Nacional. O PL assegurou 28 cadeiras no Senado e formou a maior bancada da Câmara dos Deputados, alcançando 121 parlamentares.
Em contrapartida, o PT garantiu representação senatorial em seis estados, conquistando os dois assentos em disputa na Bahia, além de vagas em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Na Câmara, a segunda maior força partidária passou a ser a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, que somou 88 deputados federais, registrando um acréscimo de seis assentos em comparação à legislatura anterior.












