Washington, Estados Unidos – O presidente dos Estados Unidos manifestou, na última quinta-feira (1º), que tem acompanhado atentamente o processo eleitoral no Brasil. A declaração foi feita de forma breve, durante uma rápida interação com a imprensa na saída da Casa Branca, instantes antes de o chefe do Executivo norte-americano embarcar em sua aeronave.
Ao abordar o tema, o presidente norte-americano reforçou a relevância do Brasil no cenário internacional, classificando o país e suas eleições como elementos de grande importância. Diferente de episódios recentes em outros países da América Latina, onde houve manifestações explícitas de preferência por determinados postulantes, desta vez não houve menção a nomes ou qualquer sinalização de apoio a candidatos específicos que disputam o primeiro turno neste domingo (4).
A atenção de Washington sobre o território brasileiro não é novidade nos bastidores da diplomacia e da inteligência. Em setembro, um relatório produzido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertou para o risco de influência externa norte-americana no pleito. O documento classificou o cenário com um nível de criticidade elevado, sugerindo que o objetivo dos Estados Unidos seria neutralizar a presença de potências rivais, especificamente a China, em setores estratégicos, infraestrutura e recursos naturais da região.
O monitoramento desse envolvimento chegou ao Legislativo norte-americano. Um grupo composto por 31 parlamentares enviou uma missiva ao secretário de Estado, Marco Rubio, solicitando que a administração Trump se abstivesse de qualquer tipo de interferência nas eleições brasileiras. Os congressistas argumentaram, inclusive, que a recente imposição de tarifas sobre produtos brasileiros serviria como uma manobra estratégica para impedir a condenação de Jair Bolsonaro por acusações de golpe de Estado.
Paralelamente aos desdobramentos políticos, o governo dos Estados Unidos anunciou uma mudança operacional imediata. A partir desta sexta-feira, as atividades consulares foram suspensas na Embaixada em Brasília e nos quatro consulados espalhados pelo país — localizados em Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo o governo estadunidense, a interrupção dos atendimentos ao público foi motivada por questões de segurança.
Diante da suspensão dos serviços regulares, a orientação oficial do corpo diplomático é para que cidadãos norte-americanos que necessitem de assistência de emergência busquem diretamente o oficial de plantão responsável, garantindo que o suporte básico seja mantido durante este período de restrição.










