Foz do Iguaçu (PR) – O ciclo de treinamentos militares denominado Exercício Felino 2026 chega ao fim nesta terça-feira, 21 de julho, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A atividade reuniu aproximadamente 740 militares de seis nações pertencentes à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em uma operação voltada à simulação de cenários críticos de instabilidade e conflitos armados.
Sob coordenação do Ministério da Defesa, o evento mobilizou quase 700 brasileiros, além de 38 representantes de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste. As manobras, que ocorrem periodicamente desde o ano 2000, visam alinhar a pronta resposta das Forças Armadas — Exército, Marinha e Aeronáutica — para atuar de forma integrada em missões internacionais, com ênfase no preparo para intervenções sob chancela da Organização das Nações Unidas (ONU).
O general Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, oficial responsável pela condução dos exercícios, destacou o valor estratégico da cooperação. Para ele, o evento funciona como um mecanismo de proteção social e fortalecimento diplomático entre os países lusófonos, preparando o contingente nacional para o rigor das missões humanitárias e de paz ao redor do mundo. O Brasil mantém hoje 71 militares em diversas operações, incluindo países como Líbano, República Democrática do Congo, Chipre, Colômbia e Sudão do Sul.
A programação intensiva, iniciada no dia 10, incluiu simulações complexas de desativação de explosivos, protocolos de defesa contra ameaças químicas e estratégias para a proteção de civis em zonas de risco. O treinamento também abordou questões contemporâneas sensíveis, como a prestação de assistência a refugiados e a implementação de medidas rígidas para prevenir a exploração e o abuso sexual em contextos de guerra.
Para viabilizar a execução dos exercícios em campo, o Ministério da Defesa destacou um aparato robusto composto por 119 viaturas distribuídas entre as três forças. Além dos veículos terrestres — 86 do Exército, 22 da Marinha e 11 da Força Aérea —, a operação contou com o suporte de oito embarcações navais e duas aeronaves militares.
Após a conclusão desta edição em solo paranaense, o planejamento do grupo já aponta para o próximo ciclo. A previsão é que os treinamentos da CPLP sejam sediados em 2027 no Timor-Leste, consolidando a continuidade da troca de experiências entre as forças armadas lusófonas em diferentes continentes.









