Rio de Janeiro (RJ) – A Confederação Brasileira de Futebol oficializou aos clubes que o calendário das competições nacionais será suspenso durante a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, sediada no Brasil. O período de pausa, que totaliza 31 dias, está programado entre 24 de junho e 25 de julho do referido ano. A decisão atende a uma exigência da Federação Internacional de Futebol para viabilizar a infraestrutura necessária ao torneio.
A paralisação atingirá diretamente as Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino, além das disputas femininas e das Copas do Brasil em ambos os naipes. A definição reafirma um posicionamento prévio da entidade, que já havia sinalizado a interrupção em comunicações enviadas aos clubes em 2024 e reforçado o compromisso durante a apresentação do ciclo de calendários para o período entre 2026 e 2029.
A necessidade de suspensão ocorre porque os oito estádios escolhidos como sedes — Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo — precisam ser entregues à Fifa semanas antes e durante o Mundial. A ocupação dessas praças esportivas, somada à utilização de diversos centros de treinamento que abrigarão as 32 seleções participantes, impossibilita a manutenção de partidas regulares das competições brasileiras.
O futebol nacional tem adotado a estratégia de pausas para grandes eventos internacionais recorrentemente. Em 2025, a Série A foi interrompida entre 13 de junho e 11 de julho devido à presença de quatro clubes brasileiros na Copa do Mundo de Clubes, nos Estados Unidos. No ano de 2026, a programação já havia sido ajustada com uma interrupção de 50 dias para a disputa da Copa do Mundo masculina, impactando as divisões do Brasileirão Feminino, enquanto as Séries B, C e D do masculino mantiveram seus jogos.
Embora a diretriz de 2027 esteja consolidada, a CBF ainda trabalha na definição das datas específicas dos torneios para a temporada. A lista definitiva de locais para a Copa Feminina, que inclui 38 centros de treinamento aprovados pela Fifa, reforça a complexidade logística que obriga a alteração no curso normal das competições domésticas.











