Brasília (DF) – O cronograma do Bolsa Família avança nesta segunda-feira (29) com o depósito dos valores voltados aos cidadãos que possuem o Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 9. O montante, que tem como base os R$ 600 fixos, atinge uma média de R$ 677,66 por família neste mês, consolidando um investimento total de R$ 13,08 bilhões do governo federal.
A estrutura de pagamentos atual incorpora adicionais específicos. O Benefício Variável Familiar Nutriz, por exemplo, destina R$ 50 para auxiliar na alimentação de bebês de até seis meses. Esse valor soma-se aos repasses de R$ 50 para gestantes e jovens entre 7 e 18 anos, além do benefício de R$ 150 destinado a cada criança com menos de seis anos de idade.
Os beneficiários que possuem dúvidas sobre o saldo disponível ou a composição específica de seus recebimentos podem utilizar o aplicativo Caixa Tem. A plataforma funciona como a principal ferramenta de acompanhamento das contas poupança digitais, centralizando o acesso às informações do calendário oficial.
Exceções e pagamentos antecipados
Nem todos os contemplados seguem o fluxo convencional baseado no final do NIS. No dia 17 de junho, residentes de 207 cidades distribuídas por oito estados receberam seus valores de forma unificada. A medida contemplou regiões que enfrentam dificuldades extremas, como os 124 municípios do Rio Grande do Norte impactados pela seca, além de cidades afetadas por desastres naturais ou áreas com povos indígenas em vulnerabilidade nos estados do Amazonas, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe.
Mudanças nas regras e transição
Uma alteração relevante desde o início de 2024 é a proibição do desconto do Seguro Defeso nos repasses do Bolsa Família, conforme estabelecido pela Lei 14.601/2023. O benefício, antes deduzido, era pago exclusivamente a pescadores artesanais impossibilitados de trabalhar durante a piracema.
Paralelamente, o governo mantém a chamada regra de proteção. Este mecanismo garante que famílias que conseguiram aumentar sua renda recebam 50% do valor do benefício por um período determinado. Atualmente, 2,26 milhões de lares estão nesta condição, com um valor médio de R$ 369,27. Apenas neste mês, 140 mil famílias ingressaram nessa faixa de transição.
É importante notar que a duração dessa proteção passou por ajustes. Enquanto quem entrou no modelo até maio de 2025 segue com o direito aos 50% durante dois anos, as novas famílias inseridas a partir de junho de 2025 permanecem na regra de proteção pelo prazo reduzido de doze meses.












