Miami, Estados Unidos – O palco em Miami recebe, às 19h desta quarta-feira, o capítulo final do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo. A partida contra a Escócia não é apenas um compromisso de tabela; ela marca a estreia aguardada de Neymar. Após um mês afastado por uma contusão de grau dois na panturrilha direita, o camisa 10 superou a fase de transição e completou os treinos da semana sem limitações, pronto para assumir seu posto na equipe.
A situação do Brasil na chave é confortável, mas exige atenção. Liderando o Grupo C com quatro pontos, a seleção leva vantagem sobre Marrocos apenas pelo saldo de gols — três contra um. O desfalque confirmado para o embate é Raphinha, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita e segue fora dos planos imediatos.
A manutenção da liderança tem um peso estratégico considerável. Terminar no topo permite que a equipe mantenha sua base operacional em Nova Jersey para as próximas etapas, evitando o deslocamento para Monterrey, no México, onde jogaria o segundo colocado. O adversário nas oitavas sairá do Grupo F, que conta com Holanda, Suécia, Japão e Tunísia.
Do outro lado do campo, a Escócia carrega o peso de um jejum. Com três pontos, a equipe britânica tenta uma classificação inédita para o mata-mata, algo que não alcançou em suas oito participações anteriores em Mundiais. O time, que voltou ao torneio após 28 anos, aposta no talento de Scott McTominay, do Napoli, no lateral Andy Robertson e no autor do gol da vitória contra o Haiti, John McGinn. Kieran Tierney, conhecido de Gabriel Martinelli dos tempos de Arsenal, é outra peça de preocupação monitorada de perto pelo elenco brasileiro.
O histórico entre as nações é vasto e favorável aos brasileiros. Este será o quinto encontro em Copas, igualando a Escócia a adversários tradicionais como Itália e Holanda na lista de confrontos frequentes. O último duelo em Mundiais ocorreu na abertura da edição de 1998, com vitória brasileira por 2 a 1. A memória recente, no entanto, remete a um amistoso em Londres, onde Neymar brilhou ao marcar os dois gols da vitória por 2 a 0.
Enquanto a bola rola em Miami, a atenção da comissão técnica também se volta para Atlanta, onde Marrocos encara o já eliminado Haiti. Qualquer tropeço brasileiro, somado a um resultado positivo dos marroquinos, pode alterar os planos e forçar a Seleção a buscar a vaga entre os melhores terceiros colocados, complicando o caminho rumo ao título.









