Brasília (DF) – O Executivo oficializou nesta segunda-feira (15) um aporte emergencial de R$ 337,5 milhões voltado ao enfrentamento de crimes ambientais e à preservação da vegetação nativa. O crédito extraordinário busca frear o avanço do desmatamento e preparar as equipes para a temporada crítica de incêndios florestais que atinge diversas regiões brasileiras.
A maior fatia do bolo, totalizando R$ 194,4 milhões, segue diretamente para os cofres do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Dentro desse planejamento, o foco principal está na proteção de áreas federais estratégicas, onde R$ 149,3 milhões serão drenados especificamente para estratégias de prevenção e combate ao fogo. A expectativa técnica é que essa injeção de verba garanta a proteção de uma área superior a 148 mil quilômetros quadrados.
Além da brigada anti-incêndio, o Ibama terá à disposição R$ 45,1 milhões destinados exclusivamente à fiscalização. O objetivo é dar fôlego operacional às equipes de campo para que intensifiquem as blitze e o monitoramento em todo o território nacional, tentando sufocar atividades ilegais de supressão da floresta antes que ganhem escala.
Já o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) fica com R$ 143,1 milhões do montante total. O dinheiro tem destino certo: as unidades de conservação federais. A gestão do instituto pretende usar esse recurso para modernizar o maquinário e suprir necessidades logísticas urgentes.
O desafio agora é a execução. Com o período de seca se aproximando, o governo corre contra o relógio para que a aquisição de equipamentos e o reforço nas equipes de ponta cheguem às unidades de preservação antes do pico das queimadas. A manobra orçamentária, formalizada por meio de Medida Provisória, reflete a pressão crescente sobre a proteção dos biomas nacionais e a necessidade de uma resposta rápida frente às ameaças climáticas e à degradação ambiental.












