Venda Nova do Imigrante (ES) – O domingo de Mundial foi marcado por um sentimento de déjà vu que poucos queriam reviver. Em campo, a Alemanha não deu chances à estreante Curaçao e aplicou um 7 a 1, espelho de uma cicatriz que o futebol brasileiro conhece bem. Mesmo diante da goleada implacável, os jogadores da pequena ilha caribenha deixaram o gramado celebrando a oportunidade histórica de figurar entre as grandes potências do planeta.
O equilíbrio deu o tom nos outros confrontos do dia. Holanda e Japão protagonizaram um duelo de estilos na Filadélfia. Os europeus, abusando da vantagem física, abriram o placar com uma cabeçada precisa do zagueiro Van Dijk. O Japão, porém, mostrou resiliência ao buscar a igualdade duas vezes. Já na reta final da partida, Koki Ogawa desafiou a estatura holandesa e marcou de cabeça, selando o 2 a 2 definitivo.
A tensão só foi quebrada quando Costa do Marfim e Equador entraram em campo. Os equatorianos, contando com atletas que atuam nos gramados brasileiros, impuseram ritmo e chegaram a carimbar a trave adversária. Contudo, o futebol não admite desperdícios. Quando o cronômetro marcava 44 minutos da etapa final, Diallo aproveitou a chance de ouro e garantiu o triunfo por 1 a 0 para os africanos, definindo o placar mínimo na Filadélfia.
A rodada seguiu madrugada adentro com o encontro entre Suécia e Tunísia, realizado no estádio BBVA, em Guadalupe. Diferente do equilíbrio visto nos outros jogos, os suecos ditaram o ritmo do início ao fim. Com uma atuação sólida e contundente, a equipe europeia aplicou uma goleada de 5 a 1, deixando claro que não pretende facilitar a vida de seus adversários no grupo.
Com esse desfecho, a Suécia assume a liderança isolada do Grupo F, somando três pontos na tabela de classificação. A situação do grupo ainda conta com Holanda e Japão, que dividem um ponto cada, enquanto a Tunísia amarga a lanterna, ainda zerada na competição. O saldo do dia, para além dos números, foi a reafirmação de que, em uma Copa do Mundo, a desatenção nos minutos finais ou a fragilidade diante de gigantes podem custar caro — ou, no caso dos alemães, transformar um simples jogo de estreia em uma página marcante da história recente do futebol.













